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sábado, 28 de abril de 2012

Notícias: Primo afastado de um lago africano encontrado em Titã

2012-04-20 in Ciência Hoje Estruturas geológicas e condições climáticas semelhantes a regiões semi-áridas na Terra
(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53936&op=all )
"Na lua de Saturno, Titã, foi encontrada uma região muito semelhante ao lago Etosha Pan, da Namíbia, África. São os dois lagos efémeros – depressões grandes e pouco profundas que por vezes se enchem de líquido.
O Ontario Lacus é o maior lago no hemisfério sul de Titã. É ligeiramente mais pequeno do que o lago que lhe deu o nome, o Lago Ontário, na América do Norte, mas muito diferente na sua constituição. Está cheio de hidrocarbonetos líquidos, em vez de água, e tem apenas alguns metros de profundidade, estando localizado numa depressão muito superficial, numa bacia sedimentar plana, rodeado de pequenas faixas montanhosas.
Além disso, um novo estudo mostra que estas estruturas geológicas bem como as condições climáticas são semelhantes às das regiões semi-áridas na Terra, tais como as salinas do sul do continente africano. As observações foram feitas pela nave Cassini, um elemento da missão da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana, Cassini–Huygens, ao sistema Saturno. Até agora, pensava-se que Ontario Lacus estava permanentemente preenchido por metano, etano e propano no estado líquido. Estas observações recentes, publicadas no jornal «Icarus», sugerem o contrário."

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Notícias: Cassini regista rastos brilhantes no anel F de Saturno

26.abril.2012
in Ciência Hoje
(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53970&op=all)
"A nave Cassini revelou imagens de objectos com um quilómetro a que atravessam o anel-F de Saturno como a fonte dos mini-jactos que emanam do anel. O estreito anel-F de Saturno já é conhecido por albergar uma variedade de características dinâmicas, incluindo canais, ondulações e ‘bolas de neve’ que são criados pela influência gravitacional da lua vizinha, Prometeu.

Enquanto algumas bolas de neve se quebram, com grande probabilidade, pelas colisões e marés, as novas imagens revelam quinhentos casos separados em que pequenos fragmentos que sobrevivem atravessam o anel-F, arrastando partículas de gelo do anel. Os objectos colidem com o anel a baixas velocidades, cerca de dois metros por Segundo, resultando em ‘mini-jactos’ que se estendem a 40 a 180 quilómetros de distância do anel. Em alguns casos, os impactos bola de neve ocorrem em grupos, criando padrões exóticos à medida que passam pelo anel. Os novos resultados foram apresentados ontem na reunião da European Geosciences Union, em Viena, Áustria." (http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53970&op=all)