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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Notícias: Descoberto o 5.º satélite natural de Plutão

2012.07.12
in Ciência Hoje

"Depois de Nix, Hydra e P4, o Hubble localiza mais um satélite do planeta-anão

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54806&op=all 

O telescópio espacial Hubble descobriu uma quinta lua que orbita à volta de Plutão. Este achado faz aumentar a curiosidade dos cientistas por este sistema, mais complexo do que se pensava. A primeira lua de Plutão a ser descoberta, e a maior, foi Caronte, em 1978. Em 2006, o Hubble descobriu Nix e Hydra. O ano passado achou outra, a P4.

A Agência Espacial Norte-americana NASA anunciou hoje que a quinta lua – nomeada, provisoriamente, como P5 – tem forma irregular e dimensão entre 10 e 25 quilómetros e uma órbita circular de 93 mil quilómetros à volta do planeta-anão.

Os cientistas admitem ter ficado intrigados com esta descoberta, devido à complexidade do sistema de satélites de um planeta anão e gelado como é Plutão. Esta lua encontra-se no mesmo plano que as restantes quatro. Formam uma série de órbitas “cuidadosamente dispostas, um pouco como se fossem bonecas russas”, diz Mark Showalter, da NASA, em comunicado.

As cinco luas de Plutão são o resultado, acreditam os investigadores, de um impacto entre o planeta-anão e outro corpo celeste da Cintura de Kuiper, que terá acontecido há milhares de milhões de anos.

A descoberta oferece também pistas para se perceber como se formou e evoluiu o sistema de Plutão. Permitirá, também, fazer um melhor uso dos instrumentos da sonda New Horizons quando esta passar lá, em 2015."

sábado, 30 de junho de 2012

Notícias: O próximo domingo tem mais um segundo devido à diminuição da velocidade de rotação da Terra

iOnline
2012.junho.29

"O próximo domingo vai ter mais um segundo devido a um acerto da hora imposto pela diminuição da velocidade de rotação da Terra, situação que já levou ao aumento de 25 segundos nos últimos 40 anos. A decisão segue uma recomendação da entidade internacional que estuda a relação entre a rotação da terra e a medição do tempo atómico, o International Earth Rotation Service (IERS). A alteração, no caso português, passa por contar mais um segundo à hora oficial no domigo, em Portugal Continental e na Madeira, introduzindo um "segundo intercalar" entre as 00:59:59 e a 01:00:00, que terá a designação 00:59:60. Nos Açores, o processo decorrerá entre 23:59:59 de sábado e as 00:00:00 de domingo e o segundo introduzido extraordináriamente na contagem é o 23:59:60, de acordo com a autoridade portuguesa que estabelece e fornece a hora legal do país, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Este tipo de acerto é feito no final dos meses de junho ou dezembro e começou a ser realizado em 1972, ano desde o qual foi realizado 24 vezes, de acordo com o OAL.
O diretor do Observatório, Rui Agostinho, explicou à agência Lusa que a redução da velocidade de rotação produz um aumento do tempo que a Terra leva a concretizar uma volta em torno do seu eixo, que equivale a um dia, é regular e calcula-se que vai prolongar-se de modo a que dentro de 4.600 milhões de anos, se o planeta ainda existir, irá aproximar-se dos 53 dias atuais, de acordo com as previsões científicas.
A redução da velocidade é devida à força gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, à diferença que essa ação produz na superfície do planeta e no seu centro, sendo responsável pela existência de marés nos oceanos, ao levar a água a deslocar-se de um lado para o outro nas longas superfícies marítimas do planeta, explicou o investigador.
Esta questão vai ser abordada numa das dez mini-palestras, integradas na iniciativa "Noites do Observatório", que decorrem no sábado, depois das 21:30, nas instalações do OAL, na Tapada da Ajuda."
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Notícias: Marte está cheio de água!

Ciência Hoje
2012.junho.27

"Existem enormes reservas subterrâneas de água em Marte, sugere um artigo recentemente publicado na revista Geology de acordo com o jornal espanhol ABC. A descoberta reforça a ideia de que o planeta vermelho pode ou poderia, eventualmente, hospedar vida. E aumenta as hipóteses de estabelecer colónias humanas no futuro próximo.
(...)
Ao analisar a composição de dois meteoritos marcianos (Shergotty, que caiu na Índia em 1865 e Queen Alexandria, encontrado em 1994 na Antártida), os investigadores chegaram à conclusão de que o manto de Marte (a camada de rocha entre a crosta e o núcleo) contém entre 70 e 300 partes por milhão de água, uma percentagem que é surpreendentemente semelhante ao manto da Terra. Ambos meteoritos são de origem vulcânica e vêm do interior do planeta vermelho.
Chegaram à Terra em momentos diferentes, mas saíram de Marte no mesmo período, 2,50 milhões de anos, em resultado do impacto de um meteorito que lançou um grande número de rochas marcianas."

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sábado, 12 de maio de 2012

Notícias: "O meteorito de Chaves, o asteróide Vesta e a sonda Dawn"

2012.05.11
  in Público
Asteróide Vesta (NASA, JPL-CALTECH, UCLA, MPS, DLR, IDA)
"O geólogo José Fernando Monteiro interessou-se pelo meteorito de Chaves e, em 1988, classificou-o. Disse que o meteorito, que tinha caído em 1925 na aldeia de Vilarelho da Raia, a oito quilómetros de Chaves, era um pedacinho do asteróide Vesta, o segundo maior do sistema solar. Esta sexta-feira [2012.05.11], a revista Science publica um conjunto de artigos com os primeiros resultados da sonda espacial Dawn, a esquadrinhar Vesta desde Julho do ano passado, que vão ao encontro da classificação do geólogo português."

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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Notícias: Lua cheia de sábado vai ser a maior de 2012

2012.maio.04
in Público

"A Lua de sábado à noite estará especialmente perto da Terra e vai estar cheia. Por isso, durante o seu nascimento, o astro vai estar maior e mais brilhante.
“Às 5h da madrugada de domingo a Lua vai estar no seu perigeu, no ponto da órbita mais próximo da Terra”, diz ao PÚBLICO Susana Ferreira, astrónoma do Observatório Astronómico de Lisboa. O facto de a aproximação coincidir com uma Lua cheia, torna o fenómeno mais espectacular.
No perigeu, a Lua fica a 363 mil quilómetros de distância, em média, da Terra. No apogeu, quando o astro está mais longe, fica a 405 mil quilómetros. Esta diferença faz com que amanhã a Lua esteja 14% maior e 30% mais brilhante.
Mas a altura melhor para observar esta diferença será umas horas antes, ainda no sábado, durante o nascer da Lua, às 20h09, quando esta parece sempre maior."

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terça-feira, 1 de maio de 2012

Notícias: Segredos dos vulcões de Marte revelados

2012.abril.30
in Ciência Hoje

Espessura das camadas rígidas exteriores do planeta [Marte] varia
O trio de Tharsis e o Monte Olímpo. (Foto: Nasa) 

"A análise de dados da missão Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA), adquiridos ao longo de cinco anos, resultou na revelação de mistérios escondidos por baixo dos maiores vulcões do planeta vermelho. Os resultados mostram que a lava se foi adensando ao longo do tempo e que a espessura das camadas rígidas exteriores do planeta varia ao longo da região de Tharsis.
As medidas foram feitas enquanto a Mars Express estava entre 275 e 330 quilómetros acima da “barriga” vulcânica de Tharsis e foram combinadas com dados da Mars Reconnaissance Orbiter da NASA. A protuberância de Tharsis inclui o Monte Olímpo – o vulcão mais alto do sistema solar, com 21 quilómetros – e a fila dos três montes mais pequenos. Pensa-se que a região vulcânica terá estado activa até há 100-250 milhões de anos, o que é bastante recente numa escala de tempo geológico.
A grande massa dos vulcões causou pequenas oscilações na trajectória da Mars Express quando esta sobrevoou a região. Estas oscilações foram medidas na Terra através de radiolocalização e traduzidas em medidas de variação da densidade abaixo da superfície do planeta vermelho. Geralmente, a alta densidade dos vulcões corresponde a uma composição basáltica que está de acordo com os muitos meteoritos “marcianos” que caíram na Terra.
Os novos dados mostram também como a densidade da lava se foi alterando durante a formação dos três vulcões dos montes de Tharsis. Começaram com uma lava andesítica leve, que pode formar-se na presença de água, e foram depois revestidos com lava basáltica mais pesada, a que se vê à superfície da crosta de Marte.
«Combinando estes dados com a variação de alturas dos vulcões, podemos dizer que o Monte Arsia é o mais antigo, seguido do Monte Pavonis e por fim o Monte Ascraeus», diz Mikael Beuthe do Observatório Real da Bélgica e o primeiro autor do artigo publicado no Journal of Geophysical Research. No entanto, a densidade da lava do Monte Ascraeus diminuíu numa fase posterior."
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Notícias: O Solar Orbiter vai estudar a heliosfera a partir de 2017

2012.abril.27
in Ciência Hoje

"A Agência Espacial Europeia (ESA) atribuiu o contrato de construção da próxima geração dos seus exploradores solares à empresa Astrium UK. O Solar Orbiter irá investigar como o astro rei cria e controla a heliosfera, a atmosfera alargada do Sol.
Esta é a primeira fase de desenvolvimento e construção do Solar Orbiter, cujo lançamento está previsto para 2017. A Astrium UK vai liderar uma equipa de empresas europeias que irão fornecer várias partes da nave espacial. Além disso, dez instrumentos científicos serão financiados pelos Estados-Membros da ESA e pelos Estados Unidos, e desenvolvido por equipas lideradas por investigadores da Bélgica, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suíça, Reino Unido e EUA."

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sábado, 28 de abril de 2012

Notícia: Sonda Dawn revela a composição do asteróide Vesta

26.abril.2012
in Ciência Hoje

Dados apresentados na reunião da União Europeia de Geociências, em Viena
(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53972&op=all  )
"A sonda espacial Dawn, da NASA, revelou novos pormenores sobre a composição do asteróide gigante Vesta. Descobriu ferro (Fe) e magnésio (Mg) em abundância, a temperaturas entre os -10 e os -100 graus centígrados. A sonda conseguiu também encontrar novas pistas sobras as alterações de temperatura do corpo, assim como a sua estrutura interna. Os dados foram apresentados na reunião da União Europeia de Geociências, em Viena de Áustria, um encontro em que se pretende ajudar os cientistas a entender melhor os primórdios do Sistema Solar e os processos que dominaram a sua formação. As imagens foram registadas a 680 quilómetros acima da superfície do asteróide e mostram uma grande variedade de minerais à superfície da rocha, muitos deles compostos de ferro e magnésio. Esta composição encontra-se com frequência nas rochas vulcânicas da Terra. As imagens também revelam brechas de rochas fundidas, que terão sido produzidas durante os impactos contra detritos espaciais."

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Notícias: Primo afastado de um lago africano encontrado em Titã

2012-04-20 in Ciência Hoje Estruturas geológicas e condições climáticas semelhantes a regiões semi-áridas na Terra
(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53936&op=all )
"Na lua de Saturno, Titã, foi encontrada uma região muito semelhante ao lago Etosha Pan, da Namíbia, África. São os dois lagos efémeros – depressões grandes e pouco profundas que por vezes se enchem de líquido.
O Ontario Lacus é o maior lago no hemisfério sul de Titã. É ligeiramente mais pequeno do que o lago que lhe deu o nome, o Lago Ontário, na América do Norte, mas muito diferente na sua constituição. Está cheio de hidrocarbonetos líquidos, em vez de água, e tem apenas alguns metros de profundidade, estando localizado numa depressão muito superficial, numa bacia sedimentar plana, rodeado de pequenas faixas montanhosas.
Além disso, um novo estudo mostra que estas estruturas geológicas bem como as condições climáticas são semelhantes às das regiões semi-áridas na Terra, tais como as salinas do sul do continente africano. As observações foram feitas pela nave Cassini, um elemento da missão da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana, Cassini–Huygens, ao sistema Saturno. Até agora, pensava-se que Ontario Lacus estava permanentemente preenchido por metano, etano e propano no estado líquido. Estas observações recentes, publicadas no jornal «Icarus», sugerem o contrário."

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Notícias: Cassini regista rastos brilhantes no anel F de Saturno

26.abril.2012
in Ciência Hoje
(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53970&op=all)
"A nave Cassini revelou imagens de objectos com um quilómetro a que atravessam o anel-F de Saturno como a fonte dos mini-jactos que emanam do anel. O estreito anel-F de Saturno já é conhecido por albergar uma variedade de características dinâmicas, incluindo canais, ondulações e ‘bolas de neve’ que são criados pela influência gravitacional da lua vizinha, Prometeu.

Enquanto algumas bolas de neve se quebram, com grande probabilidade, pelas colisões e marés, as novas imagens revelam quinhentos casos separados em que pequenos fragmentos que sobrevivem atravessam o anel-F, arrastando partículas de gelo do anel. Os objectos colidem com o anel a baixas velocidades, cerca de dois metros por Segundo, resultando em ‘mini-jactos’ que se estendem a 40 a 180 quilómetros de distância do anel. Em alguns casos, os impactos bola de neve ocorrem em grupos, criando padrões exóticos à medida que passam pelo anel. Os novos resultados foram apresentados ontem na reunião da European Geosciences Union, em Viena, Áustria." (http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=53970&op=all)

Notícias: Falta misteriosa de matéria escura na vizinhança do Sol

19.abril.2012
in Ciência Hoje
Novos dados apresentados por equipa de astrónomos no Chile

"Um recente estudo sobre os movimentos de estrelas na Via Láctea não mostrou evidências da existência de grandes quantidades de matéria escura na vizinhança do Sol. De acordo com as teorias geralmente aceites, a vizinhança do Sol deveria estar cheia de matéria escura, a matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indirecto pela força gravitacional que exerce.
No entanto, uma equipa de astrónomos no Chile descobriu que estas teorias afinal não explicam os dados observados, o que pode significar que tentativas de detectar directamente partículas de matéria escura na Terra dificilmente serão bem-sucedidas."

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Notícias: Radiotelescópio português vai cartografar Via Láctea

A Câmara da Pampilhosa da Serra inaugurou, no dia 10 deste mês, uma antena que visa cartografar a Via Láctea.
( http://www.cienciahoje.pt/files/53/53780.jpg )
"Trata-se de um pequeno radiotelescópio, denominado SRT (Small Radio Telescope), que funcionará em Portugal no âmbito do projecto europeu «Connecting Classrooms to the Milky Way», que contempla também a instalação de equipamentos idênticos em França, Espanha, Polónia e Roménia.
A coordenação deste projecto financiado pelo programa Comenius da Comissão Europeia, cabe à Universidade de Paris VI Pierre et Maria Curie. Em Portugal, a iniciativa é coordenada pelo Núcleo Interativo de Astronomia." (in Ciência Hoje)

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Notícias: Crateras de Marte podem ser local para albergar vida | As imagens, recolhidas a 22 de Junho de 2011, mostram as formações de Tractus Catena

12.abril.2012
in Ciência Hoje
( http://www.cienciahoje.pt/files/53/53825.jpg )
A sonda Mars Express da Agência Espacial Europeia (ESA) registou várias cadeias de crateras de abaixamento na base de um dos maiores vulcões do Sistema Solar. Dependendo da maneira como se terão formado, poderão ser um lugar propício para procurar vida microbiana no planeta vermelho.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Notícias: "Mercúrio pode ter gelo nos pólos e sulfureto de ferro no interior"

In CiênciaHoje, 2012-03-22
Crateras de Mercúrio (in CiênciaHoje)
Investigações anteriores tinham já detectado zonas perto dos pólos que provocavam reflexos ao serem analisadas com um radar, característica típica do gelo. Agora, a cartografia realizada pela sonda Messenger comprovou que essas zonas estão precisamente nas mesmas regiões escuras que se encontram permanentemente na sombra."A sonda Messenger, da NASA, descobriu indícios da existência de gelo nos pólos de Mercúrio. O achado surpreendeu os investigadores pois as temperaturas à superfície daquela planeta, o mais próximo do Sol, podem superar os 400 graus celsius. No entanto, algumas crateras nos pólos encontram-se permanentemente na sombra, aquilo que os cientistas chamam de 'armadilhas de frio'.
A Messenger é a segunda sonda, depois da Mariner 10, lançada nos anos 70, que visita aquele planeta. Até à realização desta missão existiam amplas zonas de Mercúrio que nunca tinham sido analisadas. As zonas que provocam reflexos já tinham sido detectadas por telescópios na Terra, nos anos 90, embora não se percebesse qual o seu lugar exacto.
Os resultados apontam para a hipótese, não são uma prova, da presença de água gelada, explicou à BBC Nancy Chabot, da Universidade de John Hopkins, co-autora do estudo publicado agora na «Science».
Nesta missão descobriu-se também que Mercúrio parece ser menos montanhoso do que Marte e a Lua. Para surpresa dos cientistas foi também detectada uma grande densidade de massa nos mantos superiores, ainda que a seja baixa a presença de ferro nas rochas à superfície.
Os investigadores sugerem que o interior do planeta tenha uma grande reserva de sulfureto de ferro, característica que o diferencia de restantes planetas do Sistema Solar."

Notícias: "Astrónomos descobrem galáxia rectangular"

In CiênciaHoje, 2012-03-23

As observações foram realizadas com o telescópio japonês Subaru

"Uma equipa internacional de astrónomos descobriu uma rara galáxia de forma rectangular – Leda 074886. Esta galáxia-anã que se encontra a 70 milhões de anos-luz da Terra parece, como dizem os astrónomos, com um 'corte de diamante'. Até agora conheciam-se três tipos de galáxias: espirais (como a Via Láctea), elípticas e irregulares.
Esta descoberta aconteceu quando os astrónomos usavam o telescópio japonês Subaru Prime Focus (Suprime-Cam) para observar os aglomerados globulares à volta da NGC 1407, uma galáxia gigante na constelação Eridanus. No canto da imagem encontraram uma galáxia-anã com uma forma muito invulgar.
Leda 074886 (in CiênciaHoje)
Leda 074886 não é fácil de ver porque é pouco luminosa, devido ao seu baixo brilho intrínseco. Tem 50 vezes menos estrelas do que a Via Láctea e a distância a que se encontra da Terra equivale a pôr em fila 700 galáxias como a nossa, que conta 100 mil anos-luz de diâmetro.(...)
Uma das possibilidades propostas pelos investigadores é que esta «se tenha formado por colisão de duas galáxias espirais, fazendo com que as estrelas que já existiam em ambas acabassem por se distribuir nas órbitas maiores, criando essa forma de corte de diamante; o gás concentrou-se no plano médio onde se condensou para formar as estrelas e o disco que se observa», explica Duncan Forbes, da mesma universidade.
Talvez daqui a 3 mil milhões de anos, quando a nossa galáxia colidir com a Andrómeda, se tornem numa galáxia de aspecto rectangular, dizem os cientistas. Esta descoberta permite aos astrónomos obter informação preciosa para estudar o modelo de outras galáxias."

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Notícias: "Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta com mais água que a Terra"

(in Público, 22.02.2012 - 10h04)
Composição que mostra o planeta em órbita da sua estrela
(NASA, ESA, e D. Aguilar (Harvard-Smithsonian
Center for Astrophysics))
"O GJ1214b, mais pequeno que Urano e maior que a Terra, é descrito como um “mundo de água” distante, envolvido numa espessa atmosfera de vapor de água, segundo um estudo que foi aceite para publicação na revista Astrophysical Journal.
(...)
O GJ1214b, a 40 anos-luz da Terra, foi descoberto em 2009 por uma equipa liderada por David Charbonneau que trabalhou com uma série de oito telescópios, no estado norte-americano do Arizona. No ano seguinte, uma outra equipa de cientistas, coordenada por Jacob Bean, tinha descoberto que a atmosfera do planeta poderia ser composta maioritariamente por água.

Agora os investigadores conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera deste planeta, através da observação de imagens conseguidas pelo telescópio espacial Hubble. De acordo com a NASA, o GJ1214b tem 2,7 vezes o diâmetro da Terra e uma massa quase sete vezes maior. O planeta completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas, a uma distância de dois milhões de quilómetros. Os cientistas estimam que a temperatura à sua superfície seja de 230º C.

Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas podem calcular sua densidade: apenas dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico, enquanto a densidade média da Terra é de 5,5. Isso sugere que o GJ1214b tem muito mais água que a Terra e muito menos rocha.
(...)
Este planeta é um forte candidato para ser objecto de estudo do telescópio espacial James Webb, que deverá ser lançado em 2018."

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Notícias: Sondas da NASA revelam o primeiro vídeo do lado oculto da Lua

(in Público, 02.02.2012)
"Uma das duas sondas "gémeas" que estão na órbita da Lua desde o final do ano passado enviou para a Terra o primeiro vídeo do lado oculto lunar, informou nesta quinta-feira a agência espacial norte-americana (NASA).

As imagens têm 30 segundos e foram captadadas a 19 de Janeiro pela sonda Ebb, uma das duas sondas GRAIL (Gravity Recovery And Interior Laboratory), lançadas a 10 de Setembro de 2011 de Cabo Canaveral, na Florida, para ajudarem a produzir o mapa mais detalhado de sempre do campo gravitacional da Lua.


No vídeo, captado pela câmara MoonKAM, é visível o lado oculto da Lua, de Pólo a Pólo; o pólo Norte é visível no topo da imagem, à medida que a sonda se desloca em direcção ao Pólo Sul, passando por várias crateras – como a cratera Drygalski, com 149 quilómetros e uma forma de estrela ao centro – e por uma superfície acidentada, marcada pelas inúmeras colisões de cometas e asteróides.

As imagens são raras porque a parte da Lua que está oculta a partir da Terra é sempre a mesma. Apesar de a Lua ter um movimento de rotação, ou seja, roda sobre o seu próprio eixo, este movimento demora tanto como o tempo do satélite a dar uma volta em torno da Terra. Como consequência, a Lua mostra sempre a mesma face e esconde sempre a mesma metade."

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Está a decorrer a maior erupção solar desde 2005

I magem distribuida pela NASA, captada pelo
Solar Dynamics Observatory,
mostra a erupção solar (NASA/AFP)
"A erupção solar ocorrida ontem, a mais forte desde uma tempestade solar em 2005, está a enviar em direcção à Terra partículas com carga eléctrica. Mas a maior parte está a ser desviada pelo campo magnético do planeta, sem ter impactos na superfície, diz a NASA.
(...)
A NASA garante, em comunicado, não existir perigo para a Terra. O único efeito será a ocorrência de auroras, especialmente nas regiões perto das zonas polares. Filipe Pires diz que o centro de astrofísica e o planetário não detectaram qualquer consequência da erupção solar. “A maior parte das partículas é desviada pelo campo magnético da Terra, uma camada muito grande de atmosfera que nos protege”, acrescenta.

No espaço, o cuidado deve ser maior. “Os astronautas devem evitar saídas espaciais por estes dias. Mas tirando isso, não deverá haver problemas dentro da Estação Espacial Internacional”, disse Filipe Pires.

Ainda assim, o risco maior será para os satélites. “Podem ser induzidas correntes que podem queimar a parte electrónica dos aparelhos e danificar o software. Mas há sempre sistemas de apoio em caso de algo correr mal”."

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(in Público, 24.janeiro.2012)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Notícias: Existe um planeta por estrela | Conclusões apresentadas pelo Instituto de Astrofísica de Paris

(in CH, 13.01.2012)
"Quantos planetas existem na Via Láctea? Na nossa galáxia, os planetas (exoplanetas, etc.) são tão numerosos quanto as estrelas. A conclusão é de uma equipa de astrónomos do Instituto de Astrofísica de Paris (França), que baseou os seus cálculos em seis anos de observações de planetas que gravitam a nossa galáxia.
http://www.iap.fr/actualites/laune/2012/Cassan/UnePlaneteParEtoile.html
Desde o primeiro exoplaneta descoberto em 1995, mais de 700 já foram catalogados e à lista vão sendo acrescentando mais alguns, resultados comunicados pela missão Kepler, da Nasa. Segundo Arnaud Cassan (IAP) e colegas, são centenas de milhões a gira rem torno do Sol. (...)
Em suma, os investigadores avançam que a presença de um planeta em torno de uma estrela será mais uma regra do que uma excepção. O estudo vem publicado na «Nature»."

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Notícias: Sonda russa que falhou missão a Marte caiu no Pacífico

Phobos-Grunt quando ainda estava em órbita
(TIRA/Fraunhofer FHR)
"A nave Phobos-Grunt caiu na Terra neste domingo, como esperado. Despenhou-se no Pacífico. A sonda russa tinha como destino a maior lua de Marte, Phobos, mas falhou completamente a missão, devido a um problema logo no lançamento, em Novembro."

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(in Público, 15.janeiro.2012)