quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Astrofísica ao serviço da saúde: Satélites permitem acesso a informação médica

in Ciência Hoje
2012-10-26

"Os terramotos, tsunamis e furacões acarretam custos muitos elevados para as populações afectadas, em muitas partes do mundo. Algumas comunidades lutam há anos pela reconstrução sem terem acesso a necessidades básicas, como cuidados de saúde adequados. Agora, os satélites podem ajudar a tornar esta transição mais fácil, permitindo acesso à informação médica em regiões remotas e zonas de catástrofe.

A empresa social Local Insight Global Impact (LIGI), de Portugal, o Instituto de Medicina Espacial (MEDES), em França, apoiados pelo programa de aplicações integradas, desenvolveram um novo sistema que facilita o acesso a cuidados de saúde utilizando telefones e navegação via satélite. Este sistema foi projectado para as regiões onde os profissionais de saúde são escassos e onde as comunicações são limitadas devido aos danos causado pelos desastres naturais, já que os cabos de telefone são muitas vezes derrubados, tornando as redes telefónicas inúteis.

Já tem sido utilizado com sucesso no Haiti, onde o sismo de 2010 deixou uma marca devastadora. Em muitas regiões, as unidades de saúde são raras e distantes entre si. Mesmo quando alguém decide deslocar-se a um posto médico, é muito provável que não encontre ninguém para lhe prestar cuidados de saúde.


Os professores foram treinados para usar o Safe Haiti interface (Imagem: LIGI)
 A tecnologia ajuda a suprir a falta de cuidados de saúde locais, assegurando que qualquer pessoa em qualquer lugar pode ser ensinada a relatar com precisão os sintomas de um paciente. Usando uma interface especial desenvolvida para satélites e smartphones, o sistema conduz o utilizador através de uma série de passos que lhe permitem enviar dados por mensagens SMS, via satélite ou através de um sistema terrestre, se disponível. A informação enviada é depois processada por sistemas de saúde locais e nacionais através de um portal de Internet. (...)"

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

'Canyon' marciano é o maior do Sistema Solar

in Ciência Hoje
23.outubro.2012

Valles Marineris, em Marte, é o maior desfiladeiro do Sistema Solar

"Marte tem um desfiladeiro maior do que o Grande Canyon. Chama-se Valles Marineris e mede mais de 4000 quilómetros de comprimento, 200 de largura e tem uma profundidade de 10 quilómetros, sendo, assim, o maior do Sistema Solar.
 Este acidente geográfico é 10 vezes mais comprido e cinco vezes mais profundo do que o terrestre Grande Canyon."

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Foi descoberto uma planeta com o "céu" iluminado por 4 estrelas

in Público

"Há um planeta noutro sistema solar que tem o céu iluminado por quatro "sóis". Uma equipa internacional de astrónomos anunciou, nesta segunda-feira [15 de outubro de 2012], a descoberta do primeiro sistema estelar deste tipo."

Em primeiro plano, o planeta PH1 em órbita de dois sóis e, ao longe, o segundo par de estrelas  (Haven Giguere/Yale)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Robô Curiosity da NASA encontra provas de um antigo curso de líquido (que pode ter sido água) em Marte

In Público, 28.set.2012

Imagens captadas pela Curiosity mostram seixos típicos de cursos de água (NASA)
"(...) O A robô Curiosity é um complexo laboratório científico, capaz de se deslocar com mais facilidade sobre a superfície de Marte, recolher e analisar amostras e obter imagens mais detalhadas do planeta. Foi lançado no espaço a 26 de Novembro passado e aterrou em Marte a 6 de Agosto. A sua missão principal é investigar se o planeta teve condições para a existência de vida microbiana." (...) Imagens captadas pelo Curiosity mostram seixos incrustrados em camadas de rocha, possivelmente transportados por um curso de água. “Pelo seu tamanho, calculamos que a água se movia a cerca de um metro por segundo, com uma profundidade até à altura do tornozelo ou da anca”, disse William Dietrich, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, um dos investigadores ligados à missão do Curiosity. (...)"

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Notícias: Descoberto o 5.º satélite natural de Plutão

2012.07.12
in Ciência Hoje

"Depois de Nix, Hydra e P4, o Hubble localiza mais um satélite do planeta-anão

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=54806&op=all 

O telescópio espacial Hubble descobriu uma quinta lua que orbita à volta de Plutão. Este achado faz aumentar a curiosidade dos cientistas por este sistema, mais complexo do que se pensava. A primeira lua de Plutão a ser descoberta, e a maior, foi Caronte, em 1978. Em 2006, o Hubble descobriu Nix e Hydra. O ano passado achou outra, a P4.

A Agência Espacial Norte-americana NASA anunciou hoje que a quinta lua – nomeada, provisoriamente, como P5 – tem forma irregular e dimensão entre 10 e 25 quilómetros e uma órbita circular de 93 mil quilómetros à volta do planeta-anão.

Os cientistas admitem ter ficado intrigados com esta descoberta, devido à complexidade do sistema de satélites de um planeta anão e gelado como é Plutão. Esta lua encontra-se no mesmo plano que as restantes quatro. Formam uma série de órbitas “cuidadosamente dispostas, um pouco como se fossem bonecas russas”, diz Mark Showalter, da NASA, em comunicado.

As cinco luas de Plutão são o resultado, acreditam os investigadores, de um impacto entre o planeta-anão e outro corpo celeste da Cintura de Kuiper, que terá acontecido há milhares de milhões de anos.

A descoberta oferece também pistas para se perceber como se formou e evoluiu o sistema de Plutão. Permitirá, também, fazer um melhor uso dos instrumentos da sonda New Horizons quando esta passar lá, em 2015."

sábado, 30 de junho de 2012

Notícias: O próximo domingo tem mais um segundo devido à diminuição da velocidade de rotação da Terra

iOnline
2012.junho.29

"O próximo domingo vai ter mais um segundo devido a um acerto da hora imposto pela diminuição da velocidade de rotação da Terra, situação que já levou ao aumento de 25 segundos nos últimos 40 anos. A decisão segue uma recomendação da entidade internacional que estuda a relação entre a rotação da terra e a medição do tempo atómico, o International Earth Rotation Service (IERS). A alteração, no caso português, passa por contar mais um segundo à hora oficial no domigo, em Portugal Continental e na Madeira, introduzindo um "segundo intercalar" entre as 00:59:59 e a 01:00:00, que terá a designação 00:59:60. Nos Açores, o processo decorrerá entre 23:59:59 de sábado e as 00:00:00 de domingo e o segundo introduzido extraordináriamente na contagem é o 23:59:60, de acordo com a autoridade portuguesa que estabelece e fornece a hora legal do país, o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Este tipo de acerto é feito no final dos meses de junho ou dezembro e começou a ser realizado em 1972, ano desde o qual foi realizado 24 vezes, de acordo com o OAL.
O diretor do Observatório, Rui Agostinho, explicou à agência Lusa que a redução da velocidade de rotação produz um aumento do tempo que a Terra leva a concretizar uma volta em torno do seu eixo, que equivale a um dia, é regular e calcula-se que vai prolongar-se de modo a que dentro de 4.600 milhões de anos, se o planeta ainda existir, irá aproximar-se dos 53 dias atuais, de acordo com as previsões científicas.
A redução da velocidade é devida à força gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra, à diferença que essa ação produz na superfície do planeta e no seu centro, sendo responsável pela existência de marés nos oceanos, ao levar a água a deslocar-se de um lado para o outro nas longas superfícies marítimas do planeta, explicou o investigador.
Esta questão vai ser abordada numa das dez mini-palestras, integradas na iniciativa "Noites do Observatório", que decorrem no sábado, depois das 21:30, nas instalações do OAL, na Tapada da Ajuda."
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